O Lugar da educação de pessoas jovens e adultas em tempos de pandemia: Orientações normativas e vivências curriculares

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Tânia Silva Novais
José Jackson Reis dos Santos

Resumen

O artigo inscreve-se no âmbito das políticas e práticas curriculares vivenciadas no contexto da pandemia da Covid-19, especificamente na Educação de Pessoas Jovens e Adultas, na rede municipal de ensino da cidade de Vitória da Conquista, Bahia, Brasil, período 2020-2021. Trata-se de um estudo de abordagem qualitativa, apoiado na análise de documentos normativos produzidos no contexto da pandemia da Covid-19 e em reflexões elaboradas, tendo como principais referências Paulo Freire e Chantal Mouffe. Busca-se, assim, analisar as possibilidades de garantia do direito à educação, sobretudo, à aprendizagem, de estudantes desta modalidade da educação básica em tempos de pandemia. Resultados e conclusões explicitam um cenário de omissão do papel do Estado em relação à garantia do direito de aprender, reforçando um contexto histórico de invisibilidade no âmbito da Educação de Pessoas Jovens e Adultas. A participação, a dialogicidade e o planejamento coletivo, conceitos centrais de um processo democrático, estiveram ausentes na dinâmica de elaboração dos documentos oficiais, evidenciando negação de princípios democráticos e, consequentemente, de inclusão política. Entretanto, há fios de esperança entrelaçados nos cotidianos das escolas e elaborados por docentes, equipe gestora e estudantes numa perspectiva libertadora, ética, solidária, social, visando assegurar o direito de aprender de estudantes. 

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O Lugar da educação de pessoas jovens e adultas em tempos de pandemia: Orientações normativas e vivências curriculares. (2023). Quaestiones Disputatae: Temas En Debate, 15(31), 117-134. https://doi.org/10.15332/qd.v15i31.2936